Fotolivros: focar, clicar, editar

Diante da crise, fotógrafos espanhóis apostam na edição independente para divulgar obra. Hoje, suas publicações colecionam prêmios e elogios no cenário internacional.

‘Afronautas’, de Cristina de Middel. La Kursala / Cristina de Middel, 2012.

“Eram muitos, mas, de repente, os fotógrafos espanhóis redobraram sua aposta e produziram alguns dos melhores fotolivros da última década. Com obras frequentemente publicadas de forma independente, sempre cheias de energia e novas ideias, agora estão entre os criadores mais produtivos e inspirados do gênero”, diz Martin Parr, célebre fotógrafo da agência Magnum, autor de mais de 70 fotolivros próprios, apaixonado colecionador de alheios e autoridade absoluta na matéria – sua história do fotolivro, editada pela Phaidon, saiu em três volumes.

Horacio Fernández, historiador da fotografia e curador, situa a explosão do fotolivro espanhol em 2009. “No século XXI um fotógrafo jovem dificilmente poderia fazer seu nome no mercado das galerias, praticamente inexistente no terreno da fotografia”. Os trabalhos para a imprensa já haviam chegado ao fundo do poço. Então, o que podiam fazer para divulgar seu trabalho? “Editar um fotolivro. A primeira razão para o renascimento do fotolivro é econômica e social, a segunda é puramente material: o processo de edição, antes complexo, simplificou-se de tal maneira que existe a possibilidade da edição independente. As duas primeiras razões explicam um fenômeno que é internacional, porque o crescimento do fotolivro hoje se dá em todo o mundo, mas não explicariam por que na Espanha são tão bons. Acontece que o talento e o engenho da geração de Ricardo Cases, de Cristina de Middel e de tantos outros é excepcional. Fizeram trabalhos esplêndidos sem subvenções, sem apoios institucionais, sem galeristas, sem curadores que exponham suas obras, chama a atenção de verdade. É um fenômeno de autoedição e de autogestão. Foi feito por eles. Não há um descobridor ou plataforma”. Corrige-se. “Na realidade, é preciso mencionar La Kursala de Cádiz”…

 

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Fonte: El País

 

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